O amor não era o prato do dia quando um padeiro rabugento de uma cidadezinha fez um parto em sua padaria. Agora, tudo em que ele conseguia pensar era naquele doce pacotinho e em sua tentadora mãe solteira.
Ter um bebê em uma padaria dá um novo significado à expressão "tirar o pão do forno".
Eu estava na Padaria do Rabugento para comprar um daqueles bolinhos de limão para
bebês que eu desejava desde que descobri que estava grávida.
O que me atraiu não foi o próprio padeiro. Alto, tatuado e com um ar rebelde, parecia mais um motoqueiro do que um homem que faz doces. Eu mal o conhecia,
além de ter levado um tombo na chuva em frente à sua loja... e depois me jogado em seus braços quando ele me salvou.
Compartilhamos um momento, mas não foi nada do que você imagina.
Meses depois, ele fez o parto do meu bebê entre seus biscoitos e bolos. Que coincidência!
Então ele bolou um plano para fingir ser o pai do meu bebê, e a partir daí tudo
esquentou.
Meu corpo.
Meu coração.
Minha disposição em aceitar a gentileza de um completo estranho, apesar dele me dizer
repetidas vezes que não é quem eu penso que seja.
Discordo veementemente.
Ele é como uma cobertura açucarada em um sorvete cítrico, um prazer culposo que faz mal para os quadris, mas juntos — ele, eu e o bebê — somos a combinação perfeita de ingredientes que pode fazer bem a todos os nossos corações.

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